Mais que um carpinteiro

Josh McDowell era um jovem universitário influente e cético, que argumentava contra a fé de todos que diziam crer em Deus, mas eventualmente ele descobriu que seus argumentos não tinham consistência...

"Ah, enganei todo mundo na universidade. Pensavam que eu era o rapaz mais despreocupado que havia por ali. Durante as campanhas políticas, usávamos o lema: “Happiness is Josh”. (Felicidade é Josh, o autor do livro). Realizei mais festas com o dinheiro dos estudantes que qualquer outro, mas eles não percebiam que minha felicidade era igual à de muitas pessoas. Dependia de minhas próprias circunstâncias. Se as coisas iam bem, eu estava bem. Se as coisas iam mal, eu estava mal.

Eu era como um navio em alto mar, sendo jogado de um lado para o outro pelas ondas das circunstâncias. Existe um termo bíblico que define este tipo de vida: inferno. Mas eu não conhecia ninguém que me ensinasse de outro modo ou dar-me forçar para fazê-lo. Comecei a sentir-me frustrado.

Creio que poucos alunos de universidade e escolas superiores são mais sinceros em sua busca de um sentido para a vida, da verdade ou de um objetivo para a vida do que eu fui. Ainda não o encontrara, mas não compreendera isto, a princípio. Mas comecei a notar, na escola, um pequeno grupo de pessoas – oito alunos e dois professores – na vida dos quais havia algo diferente. Pareciam saber por que criam e em que criam. Não me importo se elas concordam comigo ou não. Alguns de meus amigos mais chegados opõem-se às coisas em que creio; mas eu admiro as pessoas que têm convicção. (Não conheço muitas; mas admiro as que conheço). É por isso que às vezes me sinto mais à vontade com alguns líderes radicais do que com muitos cristãos.

Comecei a notar que aquelas pessoas não se limitavam simplesmente a falar sobre amor. Elas se envolviam com os outros. Pareciam estar sempre acima das circunstâncias da vida universitária. Parecia que todos os outros carregavam um pesado fardo. Um fato importante que notei, é que pareciam gozar de felicidade, um estado de espírito que não dependia de qualquer circunstância. Pareciam possuir uma fonte de alegria interior constante. Elas eram irritantemente felizes. Possuíam algo que eu não possuía.

E como acontecia com a média dos estudantes, quando eu via alguém que possuía algo que eu não tinha, eu a queria. E então resolvi iniciar um relacionamento com aquelas pessoas desconcertantes. Duas semanas depois que tomei aquela decisão, estávamos todos assentados em torno de uma mesa, no centro estudantil, seis alunos e dois membros de corpo docente. E a conversa começou a girar em torno de Deus. Num grupo assim, quando a conversa toma esse rumo, a pessoa que é insegura tende a exibir uma grande fachada. Como já estavam me incomodando, resolvi, por fim, dirigir-me a um deles. Olhei para uma jovem muito bonita (eu costumava pensar eu todas as moças crentes eram feias); recostei-me na cadeira, pois não queria que os outros pensassem que eu estava muito interessado, e disse: “Diga-me uma coisa? O que mudou a vida de vocês? Por que são tão diferentes dos outros estudantes, dos líderes, dos professores; por quê?”

Aquela moça devia ter muita convicção. Ela fitou-me diretamente nos olhos, sem sorrir, e disse duas palavras que eu nunca pensaria receber como resposta, em uma universidade. Ela disse: “JESUS CRISTO”. Retruquei: “Ah, não! Por Deus! Não me venha com este lixo. Estou saturado de religião, de igreja, da Bíblia. Mas ela respondeu prontamente: “Eu não disse religião: eu disse JESUS CRISTO”. Ela mencionava algo em que eu nunca pensara antes. O cristianismo não é uma religião. A religião é uma atitude dos homens tentando abrir caminho para Deus, através de boas obras. O Cristianismo é o ato de Deus dirigindo-se a homens e mulheres, através de Jesus, oferecendo-lhes um relacionamento consigo mesmo.

NÃO EXISTE OUTRO LUGAR EM QUE HAJA MAIS PESSOAS COM IDÉIAS ERRADAS SOBRE JESUS CRISTO DO QUE NUMA UNIVERSIDADE.

Meus novos amigos desafiaram-me a examinar intelectualmente, as alegações de que Jesus Cristo é o Filho de Deus; que Ele encarnou e viveu entre os homens verdadeiramente, e morreu na cruz pelos pecados da humanidade. Pensei que tudo era uma farsa. Na verdade, eu achava que todos os crentes eram uns idiotas. Sempre costumava esperar que um crente dissesse alguma coisa em classe para podê-lo arrasá-lo de todos os modos. Eu não sabia nada.

Todas as vezes que me achava por perto deles, o conflito reiniciava. Se o leitor já este cercado de pessoas felizes, quando se sentia infeliz, compreenderá como aquelas pessoas me perturbavam. Elas eram tão alegres e eu tão infeliz. A situação chegou a um ponto em que eu me deitava às dez da noite, mas só conseguia dormir às 4:00 da manhã. Compreendi que tinha que tirar aquilo da cabeça. Eu estava sempre de menta aberta, mas não tão aberta que chegasse a perder os miolos.

MAS COMO EU ERA MESMO DE MENTE ABERTA, NO DIA 19 DE DEZEMBRO DE 1959, ÀS 20H30 DA NOITE, EM MEU SEGUNDO ANO DA UNIVERSIDADE, EU ME TORNEI UM CRISTÃO."

E você, está com sua mente aberta?

Que Jesus Cristo te ilumine!


Notas:
  • O texto foi extraído do livro "Mais que um Carpinteiro" de Josh McDowell e resumido por minha "comadre" Ana Maria.
  • Você pode visitar o sites de Josh McDowell (em inglês) e do grupo que ele conheceu (em português).